domingo, 29 de julho de 2007

de onde??


Ao entrar mais uma vez nesta cidade que digo ser minha,
fecho os olhos e recordo tudo o que já vivi,
tudo o que sonhei!
Mais uma vez, histórias e momentos que desenham este meu livro, passam na minha mente!
Abro os meus olhos devagarinho e percebo que realmente estou em casa!
Mas...... será que estou???
O perfume que paira já não é o mesmo...
O sol sorri-me de maneira diferente...
As ruas parecem-me mais vazias que nunca...
Deambulo por uma cidade que já não é minha,
por labirintos que me fazem perder o rumo,

por estradas sem fim,
e ruas sem vida!
Não me sinto tua,
nem de ninguém!!
Faço parte de lado nenhum,
mas de todo o lado e mais algum!!

?????

afinal, de onde pertenço eu???

?????

...à espera de resposta...

sábado, 14 de julho de 2007


"Porque eu sou do tamanho do que vejo

E não do tamanho da minha altura."
"Frases como estas, que parecem crescer sem vontade que as houvesse dito, limpam-me de toda a metafísica que espontaneamente acrescento à vida. Depois de as ler, chego à minha janela sobre a rua estreita, olho o grande céu e os muitos astros, e sou livre com um esplendor alado cuja vibração me estremece no corpo todo.
"Sou do tamanho do que vejo!" Cada vez que penso esta frase com toda a atenção dos meus nervos, ela me parece mais destinada a reconstruir consteladamente o universo. "Sou do tamanho do que vejo!" Que grande posse mental vai desde o poço das emoções profundas até às altas estrelas que se reflectem nele e, assim, em certo modo, ali estão.
E já agora, consciente de saber ver, olho a vasta metafísica objectiva dos céus todos com uma segurança que me dá vontade de morrer cantando. "Sou do tamanho do que vejo!" E o vago luar, inteiramente meu, começa a estragar de vago o azul meio-negro do horizonte.
Tenho vontade de erguer os braços e gritar coisas de uma selvageria ignorada, de dizer palavras aos mistérios altos, de afirmar uma nova personalidade larga aos grandes espaços da matéria vazia.
Mas recolho-me e abrando-me. "Sou do tamanho do que vejo!" E a frase fica sendo-me a alma inteira, encosto a ela todas as emoções que sinto, e sobre mim, por dentro, como sobre a cidade por fora, cai a paz indecifrável do luar duro que começa largo com o anoitecer."

Fernando Pessoa in Livro dos Desassossegos

quarta-feira, 11 de julho de 2007


Hoje sinto-me leve..

Nua de mim mesma,

desfolho um livro de páginas em branco,

sem história e sem alma!!

E no entanto, com uma vida inteira em cada milímetro de silêncio...

silêncio de palavras,

silêncio de história!


Hoje sinto-me solta...

solta das amarras que me prendem a ti!!

Deixo o meu barco partir e sigo livre...

Não sei o porquê de o fazer mas liberto-me deste cansaço e da dor destas cordas que vincam o teu nome em mim..


Mas talvez...

Porque o hoje o meu coração grita bem alto,


ou sussurra bem baixinho:


"deixa-me....sorrir!"

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Apenas o tempo...


sabe por onde te escondes e vagueias...

Apenas o tempo sabe se esse Tu por quem anseio existe...

De onde partiste e quando chegaste...

DE onde chegaste e quando irás partir!!

Apenas o tempo conheçe

cada traço do teu rosto,

cada vinco dos teus lábios,

cada sorriso que esboças!

Apenas o tempo conhece

o toque da tua pele,

o perfume que emanas,

o olhar da tua alma!!


Apenas o tempo conhece o caminho que me leva até ti!!

Apenas o tempo sabe da tua existência!!


Apenas o tempo e...o meu Coração!!!



"who knows??

only time?"

Enya



I've got another confession to make....








I´m a FOOL!!!






(interpretações???desta vez sim e muitas, infelizmente...ou felizmente!!)

terça-feira, 3 de julho de 2007

Para um olhar tímido...


Já procurei e pensei que tanta coisa poderia te dizer e por assim ser e não querendo ser banal para alguém tão alguém como tu, deixo-te o meu silêncio que vale muito mais do que mil palavras, porque há coisas que não se escrevem ou dizem mas simplesmente se sentem!!!
(interpretações??nao existem!capiche??) :P




(conheçes a foto??)
Parabéns a ti, em ambos os sentidos...lol
Para ti deixo esta música que tão bem desenha o momento (um quarto vazio onde voam somente notas de musica que decoram e embelezam a nudez das tuas paredes e... as palavras do meu silêncio) que guardo bem escondido nas páginas dum livro - a minha vida!