
"Não posso deixar que te leve
O castigo da ausência,
O castigo da ausência,
Vou ficar a esperar
E vais ver-me lutar
Para que esse mar não nos vença.
Não posso pensar que esta noite
Adormeço sozinho,
Vou ficar a escrever,
E talvez vá vencer
O teu longo caminho.
Quero que saibas
Que sem ti não há lua,
Nem as árvores crescem,
Ou as mãos amanhecem
Entre as sombras da rua.
Leva os meus braços,
Esconde-te em mim,
Que a dor do silêncio
Contigo eu venço
Num beijo assim.
Não posso deixar de sentir-te
Na memória das mãos,
Vou ficar a despir-te,
E talvez ouça rir-te
Nas paredes, no chão.
Não posso mentir que as lágrimas
São saudades do beijo,
Vou ficar mais despido
Que um corpo vencido,
Perdido em desejo.
Quero que saibas
Que sem ti não há lua,
Nem as árvores crescem,
Ou as mãos amanhecem
Entre as sombras da rua."
(Pedro Abrunhosa, "O beijo")
a ti..
a alguém que ainda não existe no meu mundo,
que te encontras distante de tudo o que é meu..
a ti...
um tu desconhecido, que não conheço...
até um dia!!!
:)

Um comentário:
Pedro Abrunhosa é sempre fantastico... indescritivel as sensações que o seus poemas transmitem....
vai ao meu canto... tenho lá um pequeno mimo para ti
1beijo... assim... entre pianos
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